28 de abr de 2016

Star Fox Zero: Controle Total!


Star Fox é uma das franquias de video-game exclusivas da Nintendo, e um de seus carros chefes, e recentemente foi lançado sua mais recente edição, Star Fox Zero! Eu não cheguei a jogar as ultimas edições da franquia, mas essa eu não pude perder, e garanti o meu. Ouvi dizer que muitas pessoas que jogaram o game reclamou da jogabilidade, mas, o que diabos poderia ter de errado com um jogo estilo shooter de nave como Star Fox? Não tem como errar nisso.. ou tem? Eis a seguir as primeiras impressões sobre esse jogo,  sua história e as mudanças tão polêmicas que fizeram no controle da Airwing!




Lá e de volta outra vez... NO ESPAÇO!

Star Fox Zero trata-se de um reboot da franquia (isso explica o Zero no título), e novamente nos vemos no controle de Fox McCloud, um exímio piloto que junto com seus amigos Peppy Hare, Slippy Toad e Falco Lombardi, que juntos pilotam as Ultra All-Range Fighers - Arwings e formam o time de mercenários conhecidos como Star Fox. Mas antes de todo o tiroteio desenfreado começar no espaço aéreo de Corneria City, somos apresentados ao plot da trama: Aqui, assim como em Star Fox 64 descobrimos que tempos atrás, o pai de Fox, James McCloud, então líder do Star Fox, fora até o planeta Venom junto com seu amigo Peppy Hare (sim, Peppy é das antigas), e com o voluntário Pigma, e eles foram para acabar com os planos de Andross, um cientista louco que fora banido por se tornar uma ameaça com seus planos loucos, e no meio da missão eles são atacados por Pigma, que estava esse tempo todo trabalhando em segredo para Andross, e então James McCloud se sacrifica para poder dar uma brecha para que Peppy consiga escapar. Desde então, Fox toma o lugar de seu falecido pai, ao lado e Peppy e com a ajuda de Falco e Slippy, eles se tornam o novo Star Fox. O jogo começa com um tutorial para... peraí, um tutorial? Em Star Fox? Sim, e acredite, você vai precisar! Acontece que houveram certas mudanças nos comandos e controles, para se adequarem ao gamepad do Wii U, e também para explorar ao máximo as funções do mesmo, e falarei mais sobre isso posteriormente. Após o pequeno tutorial, que é até legal de se jogar, recebemos o sinal de Corneria pedindo por ajuda... Algo familiar, não é? Pois é, como disse, Star Fox Zero se trata de um reboot, então a primeira fase lembra bastante as primeiras fases de Star Fox 64, ou Star Fox Assault, e temos que defender Corneria City da invasão dos Piratas Espaciais de Andross! Nossa, são tantas referências aos jogos anteriores, que chega a ser nostálgico, e muito divertido! E conforme o jogo avança, você pensa que vai ser igual á versão de Nintendo 64, mas logo a trama vai tomando rumos diferentes, e te apresentando as novidades que vieram com SFZ.



Walker & Gyrowing

Novos veículos foram adicionados, e agora, Fox pode transformar sua Arwing em uma espécie de veículo terrestre bípede, que se assemelha a um dinossauro(só eu lembrei de Beast Wars?), chamado Walker, e o novo veículo que parece uma espécie de Drone tripulado, chamado Gyrowing.
Primeiramente somos apresentados ao Walker, que é a versão transformada da Arwing para locais confinados. O interessante é que não é obrigatório ficar nesta forma, mas altamente recomendado, pois pilotar uma nave em um ambiente confinado e pequeno é praticamente suicídio, já que a Arwing mantem-se em movimento constante. Com o Walker, Fox desbrava corredores de estações, atirando em inimigos alcançando lugares que jamais conseguiria com a Arwing. O Barrel Roll da versão bípede continua, e é um ótimo e eficiente modo de esquiva, até mais instintivo do que da forma aérea, na minha opinião. Walker não pula, mas conta com o sistema de propulsão para erguer-se do chão por alguns metros(similar ao do Landmaster dos jogos anteriores).

Já o Gyrowing, nos é apresentado em uma fase no estilo Stealth, onde nós precisamos desativar os campos de força de uma base inimiga, se infiltrando na base sem ser visto. O Gyrowing move-se em todas as direções, dispara lasers e conta com o Direct-i, um simpático robozinho que desce da nave preso à uma espécie de cabo de força, e ao que ele desce, nós o controlamos, pelo gamepad do Wii U e o usamos para hackear os painéis de força inimigo, desativando refletores X-9, barreiras laser e o próprio campo de força.




Controlando a Ordem no Caos

Para quem está acostumado com os jogos anteriores da franquia, algo pode ser um tanto confuso, e para outros até frustrante: Os Controles! Pois, é, acontece que os controles sofreram algumas alterações nos comandos, acredito eu que para se adaptar ao gamepad do Wii U, e para usufruir de todas as funções do mesmo. Normalmente o controle da nave se faz com a alavanca L, até aí, tudo tranquilo, mas logo percebemos uma mudança: O tiro não mais é no botão Y, e sim no ZL, o que é normal também, já q essa tendencia já se tornou rotineira em jogos de tiro, para aproveitar o efeito gatilho desses botões traseiros nos controles. Os sistemas de Aceleração e Desaceleração mudaram também, ao invés de serem com um botão cada, agora ambos são utilizados com a alavanca R, sendo para frente ou cima para acelerar, e para trás ou baixo para desacelerar, e o loop agora ou é feito apertando o botão X, ou apertando simultaneamente a alavanca L para baixo e a alavanca R para cima, enquanto que a inversão aérea é feita apertando as duas alavancas simultaneamente para baixo. Ainda falando da alavanca R, agora o tão famoso Barrel Roll não é mais feito com os botões clássicos L e R, e sim dando dois toques para um lado ou para outro ou um para cada lado rápido. O Botão Y serve para calibrar a mira e... pera aí.. calibrar a mira? Como assim? Acontece que nesse jogo, enquanto o jogo acontece em terceira pessoa na TV, na tela do Gamepad do Wii U temos a visão em primeira pessoa da Arwing, e aí é que as coisas começam a ficar um pouco confusas. Acontece que eles inseriram um sistema de trava de mira, e quando você mira em um inimigo e aperta o ZL, sua mira fica travada no inimigo, e não importa para onde sua nave vá, a câmera estará focada no alvo. Isso serve para partes em que você deva voar para um lado, mas atirar em um inimigo que esteja indo para o outro, movimentando a Arwing com as alavancas, mas mirando com o sistema de giroscópio do gamepad do Wii U! Eu, particularmente achei muito boa essa inovação, pois assim faz com que o gamepad tenha uma função essencial, e não apenas uma opção, mas admito que é meio complicado se acostumar com esses dois tipos de visão simultânea, talvez o motivo pelo qual muita gente criticou a jogabilidade.

Quando controlando o Walker que fica mais complicado, porque, quando andamos normal, ele vai para os lados quando botamos para os lados, mas quando a mira ta travada, ele só anda virado para onde a mira ta travada, e se você tentar controlar a câmera com a alavanca R: BAM! Toma-lhe Barrel Roll. Com isso, os controles do Walker são meio confusos até você se acostumar e entender o modo certo de controlá-lo, alternando as visões com e sem trava de mira. Tanto o Walker quanto o Gyrowing nos fazem mirar com o sistema de giroscópio do gamepad, e isso pode não ser tão agradável para todos, e até para quem não tem problema com ele, é meio complicado de se acostumar com o controle. Devido á tanta mudança de mira, a mira, que está sempre em movimento devido ao giroscópio acaba ficando desalinhada, mas basta apertar o botão Y para que ela volte para a frente da Arwing.

"All Aircraft, Report."

Apesar de levar muitos tiros no começo e bater em alguns prédios e naves no começo por não estar acostumado com os novos controles, não acho que as mudanças tenham sido ruim, e com certeza não estragam a experiência de pilotar uma Arwing, e viver essa incrível aventura. Os gráficos estão lindíssimos, a jogabilidade está boa, apesar das mudanças, mas não é difícil de se acostumar com os novos comandos. O som também é um ponto forte, porque a música e efeitos saem da televisão, enquanto que as falas saem do auto-falante do gamepad do Wii U, e se você não quiser ouvir as vozes e apenas curtir a ótima trilha sonora, basta botar o volume do gamepad no mínimo! A história também está bem mais imersiva, pelo que pude perceber. Ainda não joguei o jogo por completo, tendo jogado apenas as primeiras três fases do jogo, mas o pouco que joguei, em nada me arrependi, e embora os controles tenham sido um ponto negativo á primeira instancia, logo me acostumei e não mais me senti prejudicado pelas mudanças, foi apenas uma questão de adaptação. Star Fox Zero é um ótimo jogo, que não deixa nada a desejar para seus predecessores, e nos trás de volta à incrível sensação de fazer parte do time Star Fox e proteger a galaxia da ameaça de Andross!

Star Fox Guard


Star Fox Zero vem com um conteúdo disponível para Download de um spin-off da franquia, chamado Star Fox Guard. Esse jogo se trata de um sistema de proteção, onde devemos proteger uma torre de força de robôs de Andross que querem destruí-la. É um daqueles joguinhos de puzzle que vai cada vez mais aumentando a dificuldade. O tio de Slippy então instalou umas câmeras munidas com armamento militar, e nossa missão consiste em vigiar por onde os robôs estão vindo, e atirar e destruí-los. Dois tipos de robôs são apresentados (nas três primeiras fases que joguei), os robôs de ataque e os robôs de distração. Na maior parte do tempo, vão surgir robôs de distração, e eles farão de tudo para atrapalhar-nos e impedir que destruamos os robôs de ataque, e até mesmo destruirão nossas câmeras se auto destruindo se possível. Os robôs de ataque são mais resistente e persistente, e mesmo perdendo metade do corpo, eles se arrastam velozmente dentro do labirinto pra chegar na torre e destruí-la. Cada robô de ataque destruído é um ponto para se passar da fase, pois cada fase só pode ser completada ao destruir um numero cada vez maior de robôs de ataque. Na televisão nós temos a visão das câmeras, que são 12 no total, espalhadas pelo labirinto a ser invadido pelos robôs, enquanto que no gamepad temos um pequeno mapa do labirinto, e ao clicar em uma das câmeras, a câmera central da TV mostra a câmera em questão, e controlamos a visão da câmera com a alavanca, e atiramos com qualquer botão, usando uma mão pra mover a câmera e atirar, e a outra com a Stylus para mudar de câmera em câmera conforme os robôs invadem o labirinto. O jogo tem sistema de ranking conforme a pontuação, e dá para jogar online, e editar sua credencial, para fazer inveja nos outros jogadores com seus títulos. Star Fox Guard é legal e divertido, se provando ser um ótimo jogo para passar o tempo, mas na minha opinião ele seria melhor se tivesse sido lançado para o New Nintendo 3DS, o Portátil da Nintendo... mas, como veio de graça, não vamos reclamar e vamos aproveitar e nos divertir, pois é isso o que importa!

Vejo vocês na próxima missão!

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